Anac prevê redução no fluxo de passageiros em 2009
Em coletiva realizada na sede da entidade, no Centro do Rio, Solange Paiva Vieira, diretora-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), revelou que as projeções de crescimento do fluxo de passageiros no Brasil no ano que vem devem ficar em 7% contrariando os 10% previstos anteriormente. Solange estimou ainda um crescimento entre 3% e 5%, ante previsão inicial de 8%. "Já houve uma redução do movimento no segundo semestre, como resultado da crise", afirmou.Sobre a ameaça de um novo caos aéreo, Solange foi enfática: “não existe essa possibilidade. O que pode existir são problemas pontuais com a meteorologia e a ameaça de greve no setor”. Ela afirmou ainda que o Ministério da Defesa estuda colocar aviões militares à disposição do mercado caso haja alguma emergência. De acordo com a previsão da Anac, no segundo semestre do ano que vem deverá ser concluído o modelo de concessão dos aeroportos brasileiros. A escolha de qual aeroporto passará para a administração da iniciativa privada é do Governo Federal, mas a elaboração do modelo é de responsabilidade da agência.Já a discussão sobre a abertura do Santos Dumont para vôos nacionais deverá ser concluída no primeiro trimestre de 2009. A posição da autarquia é de incentivar a concorrência. De acordo com a diretoria, os vôos podem ser liberados desde que sejam respeitadas as normas de segurança. Em relação ao grande fluxo de aviões em São Paulo, Alexandre Gomes de Barros, diretor de infra-estrutura aeroportuária, acredita que a melhor solução para desafogar o tráfego de Congonhas e Cumbica seria melhorar o acesso ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. O encontro serviu ainda para apresentar um balanço das atividades da instituição durante o ano. Entre as principais ações divulgadas estão a diminuição dos índices de atrasos e cancelamentos, a liberação das tarifas internacionais, a manutenção e ampliação de acordos bilaterais com outros países além da diminuição da burocracia em relação aos processos de autos de infração. Para a Anac, aumentou também o rigor na fiscalização nas empresas e aeroportos.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
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