quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Anac prevê redução no fluxo de passageiros em 2009

Em coletiva realizada na sede da entidade, no Centro do Rio, Solange Paiva Vieira, diretora-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), revelou que as projeções de crescimento do fluxo de passageiros no Brasil no ano que vem devem ficar em 7% contrariando os 10% previstos anteriormente. Solange estimou ainda um crescimento entre 3% e 5%, ante previsão inicial de 8%. "Já houve uma redução do movimento no segundo semestre, como resultado da crise", afirmou.Sobre a ameaça de um novo caos aéreo, Solange foi enfática: “não existe essa possibilidade. O que pode existir são problemas pontuais com a meteorologia e a ameaça de greve no setor”. Ela afirmou ainda que o Ministério da Defesa estuda colocar aviões militares à disposição do mercado caso haja alguma emergência. De acordo com a previsão da Anac, no segundo semestre do ano que vem deverá ser concluído o modelo de concessão dos aeroportos brasileiros. A escolha de qual aeroporto passará para a administração da iniciativa privada é do Governo Federal, mas a elaboração do modelo é de responsabilidade da agência.Já a discussão sobre a abertura do Santos Dumont para vôos nacionais deverá ser concluída no primeiro trimestre de 2009. A posição da autarquia é de incentivar a concorrência. De acordo com a diretoria, os vôos podem ser liberados desde que sejam respeitadas as normas de segurança. Em relação ao grande fluxo de aviões em São Paulo, Alexandre Gomes de Barros, diretor de infra-estrutura aeroportuária, acredita que a melhor solução para desafogar o tráfego de Congonhas e Cumbica seria melhorar o acesso ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. O encontro serviu ainda para apresentar um balanço das atividades da instituição durante o ano. Entre as principais ações divulgadas estão a diminuição dos índices de atrasos e cancelamentos, a liberação das tarifas internacionais, a manutenção e ampliação de acordos bilaterais com outros países além da diminuição da burocracia em relação aos processos de autos de infração. Para a Anac, aumentou também o rigor na fiscalização nas empresas e aeroportos.

Fonte: Jornal de Turismo

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

BNDES destina R$10 bi para giro, empréstimo-ponte e exportação.

Os 10 bilhões de reais disponibilizados pelo governo ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para enfrentar a escassez de crédito no Brasil serão utilizados para financiar exportações, capital de giro de pequenas e médias empresas e como empréstimo-ponte para companhias nacionais.
A informação foi detalhada nesta segunda-feira pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
Seis bilhões de reais serão usados em uma nova linha de crédito para o capital de giro de empresas brasileiras e os outros 4 bilhões de reais irão para empréstimos-ponte e linhas de financiamento de pré-embarque.
A nova linha de 6 bilhões de reais tem vigência até junho do ano que vem e o financimento está voltado para pequenas e médias empresas, uma vez que o limite de empréstimo é de 50 milhões de reais por CNPJ.
O empréstimo não pode superar 20 por cento da receita operacional bruta do último exercício fiscal. Os juros cobrados serão de 20,05 por cento ao ano, incluindo o spread do agente financeiro de 4 por cento.
"É uma linha de giro substancialmente abaixo da média do mercado, que é de 35 a 40 por cento para linhas de curto prazo", disse Coutinho. O prazo de carência é de 5 meses e o limite para amortização do capital de giro será de 13 meses.
Na semana passada, o banco anunciou algumas condições para o empréstimo-ponte. Parte dos recursos está reservada para os vencedores do leilão de linhas de transmissão do rio Madeira e a concessão de rodovias no país.
"Estamos buscando desenvolver outras iniciativas para ajudar o crédito para pequenas e médias empresas usando ativos de FDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios)", acrescentou Coutinho, sem dar detalhes sobre a nova linha para pequenas e médias empresas afetadas pela escassez de recursos com a crise mundial.
SEM CALOTE
O BNDES também minimizou a possibilidade de calote por países da América do Sul. Ele não acredita que Equador, Paraguai, Venezuela e Bolívia vão deixar de quitar os empréstimos concedidos para a realização de obras nesses países, como cogitado pelo Equador.
"O BNDES tem toda uma fundamentação para mostrar a regularidade do contrato... o banco está muito bem resguardado", avaliou.
Segundo Coutinho, o empréstimo total para esses países soma 3 bilhões de dólares --sendo que o saldo devedor seria de 2,5 bilhões de reais.


Fonte: Exame